Cloud e Segurança

Cloudflare além do DNS: conheça ferramentas que podem transformar sua infraestrutura

Conheça ferramentas da Cloudflare para DNS, CDN, WAF, Tunnel, Zero Trust, Workers, R2, proteção de APIs, cache e infraestrutura segura para empresas.

Por Jupiter TIAtualizado em 02 de agosto de 202622 min de leitura

Cloudflare além do DNS: uma plataforma para infraestrutura pública

Muita gente conhece a Cloudflare apenas no momento de trocar os servidores DNS de um domínio. Essa é uma parte importante da plataforma, mas está longe de ser a única. Dependendo do produto escolhido, ela pode participar da entrega de conteúdo, proteção contra ataques, acesso a aplicações internas, execução de código, armazenamento de arquivos, vídeo, e-mail e observabilidade.

Isso não significa que toda empresa precisa ativar tudo. Uma landing page simples tem necessidades diferentes de uma API pública, um painel financeiro ou uma aplicação com equipe remota. A decisão deve considerar o tipo de tráfego, dados tratados, arquitetura, risco de indisponibilidade e capacidade de operar cada configuração.

Este guia apresenta as principais ferramentas da Cloudflare, o problema que cada uma pode resolver, exemplos de uso e cuidados. Recursos, limites e planos mudam; por isso, confirme sempre a documentação e o preço atuais antes de colocar uma solução em produção.

1. DNS autoritativo: a porta de entrada do domínio

O DNS autoritativo informa para onde cada serviço do domínio aponta. Na Cloudflare, é possível administrar registros A, AAAA, CNAME, MX, TXT e outros. A mudança de nameservers delega a zona à plataforma; ela não migra automaticamente a lógica da sua aplicação, e registros ausentes podem afetar site, API ou e-mail.

A nuvem laranja indica que o tráfego HTTP/HTTPS daquele hostname passa pelo proxy da Cloudflare. O modo somente DNS entrega apenas a resolução ao visitante. Exemplo: um site pode ficar proxied, enquanto um serviço não HTTP, um registro de e-mail ou uma integração específica permanece somente DNS.

É indicado para qualquer domínio público, mas requer cuidado técnico. Um A apontado ao IP errado causa indisponibilidade; um MX alterado sem planejar o e-mail interrompe mensagens; e ativar proxy em serviço incompatível pode quebrar protocolos. Confira registros existentes antes de trocar nameservers e mantenha inventário de cada hostname.

2. CDN e cache: desempenho sem sobrecarregar a origem

A CDN mantém cópias de conteúdo cacheável em data centers distribuídos, mais próximos do visitante que o servidor de origem. Isso pode reduzir tempo de carregamento e uso de banda e CPU da VPS. Arquivos como imagens, CSS, JavaScript e fontes são candidatos naturais; conteúdo dinâmico depende de regras e cabeçalhos apropriados.

Um e-commerce, por exemplo, pode servir imagens de produtos em cache, enquanto carrinho, sessão e checkout continuam dinâmicos. A Cloudflare não faz cache de HTML ou JSON por padrão, e respostas privadas, com cookie ou autorização precisam de atenção especial.

Cache está disponível em todos os planos, mas regras e capacidades variam. Configuração inadequada pode exibir conteúdo antigo, gravar resposta autenticada no cache compartilhado ou mascarar uma atualização que ainda não foi purgada. Conhecimento técnico é recomendado para cache de páginas, APIs e áreas logadas.

3. Proteção contra ataques DDoS

Um ataque DDoS tenta tornar um serviço indisponível por volume ou padrão abusivo de tráfego. A proteção da Cloudflare atua antes de a requisição chegar à origem para mitigar ataques nas camadas compatíveis com o produto em uso. A documentação informa proteção DDoS padrão disponível em todos os planos para zonas atendidas pela plataforma.

O benefício é maior quando a origem não fica exposta diretamente. Se o IP da VPS continua acessível publicamente e o servidor aceita tráfego de qualquer origem, um atacante pode contornar a camada HTTP/HTTPS da Cloudflare. Restrinja no firewall o que realmente precisa ser público e revise portas, serviços e DNS históricos.

A proteção não é garantia absoluta de disponibilidade: aplicação lenta, banco esgotado, falha interna, DNS incorreto ou dependência externa continuam podendo causar queda. Empresas com risco alto precisam combinar proteção de borda, capacidade, monitoramento e arquitetura resiliente.

4. WAF: firewall para aplicações web

O Web Application Firewall analisa requisições HTTP para identificar padrões potencialmente maliciosos antes que cheguem à aplicação. Ele ajuda a reduzir exposição a exploração de vulnerabilidades conhecidas, tentativas de injeção, caminhos sensíveis, bots e padrões anormais de acesso.

Regras gerenciadas

São conjuntos mantidos pela Cloudflare para classes conhecidas de ameaças. Servem como base de proteção e precisam ser observados para identificar falsos positivos.

Regras personalizadas

Permitem definir condições próprias, como proteger /admin, desafiar tráfego suspeito ou bloquear um caminho que não deveria existir. São poderosas, mas uma regra ampla pode impedir clientes, integrações e robôs legítimos.

Um exemplo prático é proteger a rota de administração de um CMS ou painel interno. Antes de bloquear, acompanhe eventos e use ação de log ou challenge quando a estratégia permitir. O WAF requer conhecimento técnico e não substitui correção de vulnerabilidades no código, atualizações ou controle de acesso do servidor.

5. Regras, rate limiting e proteção de APIs

Rate limiting estabelece uma quantidade de requisições por período para tráfego que corresponda a uma condição. É útil contra força bruta em login, abuso de API, scraping e consumo excessivo de recursos. A regra deve definir com cuidado o que corresponde, como a taxa é contada e qual ação ocorre ao atingir o limite.

Em uma API, uma configuração inicial pode limitar tentativas em /login, proteger endpoints de criação e manter exceções estreitas para uma integração autorizada. A documentação mostra que campos e características disponíveis variam por plano; não copie expressões de outro ambiente sem validar a disponibilidade e o tráfego real.

Não use limite genérico como autenticação. Clientes corporativos atrás de NAT podem compartilhar IP; aplicativos móveis e jobs legítimos podem gerar picos. Combine autenticação da API, validação de payload, escopos, logs e idempotência. O recurso pode ter disponibilidade por plano e consumo conforme configuração.

6. SSL/TLS: segurança entre visitante, borda e origem

Há duas conexões a considerar: visitante para Cloudflare e Cloudflare para servidor de origem. Certificados e o modo TLS precisam proteger ambas de forma coerente. Uma configuração segura evita que a segunda conexão seja tratada como detalhe opcional.

Erros comuns incluem certificado inválido ou expirado na origem, hostname não coberto, modo incompatível, redirecionamento duplicado entre HTTP e HTTPS e loop causado por aplicação ou proxy que interpreta o protocolo original de forma errada. Um navegador abrir o domínio não prova que todas as subrotas, APIs e webhooks estão corretos.

Certificados gerenciados simplificam parte do processo, mas SSL/TLS ainda exige conhecimento técnico quando há múltiplas origens, proxy reverso, Docker, Cloudflare Tunnel ou serviços externos. Teste o domínio final, preserve acesso administrativo e valide cabeçalhos encaminhados antes de alterar modos.

7. Cloudflare Tunnel: publicar serviços sem abrir portas de entrada

Cloudflare Tunnel cria uma conexão de saída entre um agente cloudflared e a rede da Cloudflare. Assim, um hostname público pode apontar para um serviço local da VPS ou da rede privada sem expor diretamente uma porta de entrada para esse caso de uso.

Casos comuns incluem painel administrativo, dashboard, ferramenta interna, serviço em Docker, ambiente de homologação ou aplicação hospedada em VPS. Um exemplo é mapear painel.empresa.com para uma aplicação que escuta apenas na rede Docker, mantendo o firewall sem uma porta pública adicional para ela.

O recurso está disponível em todos os planos segundo a documentação, mas não elimina segurança: o serviço ainda precisa de atualização, autenticação e controle de acesso. Token do tunnel, regras de hostname e permissões da conta são sensíveis. Configuração errada pode publicar o serviço errado, criar rota indisponível ou perder acesso à aplicação.

8. Access e Zero Trust: acesso baseado em identidade

Cloudflare Access funciona como um proxy consciente de identidade: antes de chegar ao sistema, a pessoa ou serviço precisa satisfazer uma política. Isso pode envolver login com provedor de identidade, grupos, IP, postura do dispositivo ou tokens de serviço para comunicação entre máquinas.

É útil para proteger painel administrativo, área de homologação, documentação interna e aplicações que não devem ser abertas a qualquer visitante. Com Tunnel, pode reduzir parte da necessidade de VPN tradicional em casos adequados, mas Zero Trust é um conjunto de identidade, conectividade, políticas e revisão contínua — não um botão único de segurança.

A configuração exige planejamento: bloquear a própria equipe, esquecer fluxo de acesso de robôs ou exigir login interativo para um webhook são erros recorrentes. Use grupos mínimos, conta de recuperação, tokens de serviço para integrações e teste com usuário não administrador antes de colocar uma regra em produção.

9. Turnstile: proteção de formulários contra bots

Cloudflare Turnstile adiciona uma verificação ao formulário para reduzir automação maliciosa. Ele pode ser usado em contato, orçamento, login, cadastro, recuperação de senha e comentários. Ao contrário de alguns recursos de rede, pode ser utilizado independentemente de o site estar proxied pela Cloudflare.

A implementação tem duas partes: o widget no navegador gera um token e o servidor valida esse token na API Siteverify. Colocar somente o widget na página é insuficiente; sem validação no servidor, a proteção está incompleta. Cada ambiente deve ter configuração e chaves próprias, e o segredo nunca deve aparecer no frontend.

Há disponibilidade gratuita e paga, conforme o produto e o volume, mas limites devem ser conferidos na documentação atual. Configuração incorreta pode rejeitar usuários reais, falhar após expiração do token ou deixar o endpoint de backend exposto sem validação.

10. Email Routing: encaminhar e-mail de domínio

Email Routing recebe mensagens enviadas ao domínio e as encaminha para endereços verificados ou para um Worker. Um uso simples é encaminhar [email protected] para a caixa Gmail que a empresa já utiliza, sem precisar manter um servidor de entrada próprio.

Ele exige DNS da Cloudflare e cria registros como MX, SPF e DKIM para o fluxo de entrada. O encaminhamento de entrada não é, por si só, sinônimo de servidor SMTP completo para envio. A Cloudflare trata Email Routing e Email Sending como configurações separadas; avalie o serviço de envio adequado para cada caso.

É indicado a pequenas empresas, sites e domínios que precisam receber mensagens de endereços profissionais. Mudanças sem entender os registros podem interromper e-mail existente. Antes de ativar, inventarie MX, SPF, DKIM, DMARC, fornecedor atual e caixas de destino.

11. Cloudflare Workers: código serverless na borda

Workers permite executar código orientado a requisições na infraestrutura distribuída da Cloudflare. Pode modificar requests e responses, criar endpoints pequenos, aplicar redirecionamentos, autenticar chamadas, integrar APIs ou implementar lógica próxima ao usuário.

Um exemplo prático é um endpoint que valida uma assinatura, transforma um payload e chama uma API interna; outro é um redirecionamento condicional sem alterar o servidor de origem. Workers é indicado para lógica curta, APIs serverless e composição de serviços, com disponibilidade e limites definidos por plano e uso.

Não é substituto universal de VPS. Processos persistentes, workloads com dependências específicas, serviços de longa duração e bancos tradicionais podem exigir outra arquitetura. Uma implementação mal avaliada pode aumentar custo, vazar segredo, criar latência para dependência externa ou tratar estado de forma incorreta.

12. Cloudflare Pages: sites e frontends ligados ao Git

Cloudflare Pages publica sites estáticos, frontends, landing pages e documentação. A integração com GitHub ou GitLab pode criar builds e deploys automáticos a cada alteração, incluindo previews para mudanças. Pages Functions adiciona rotas dinâmicas e gera um Worker para a funcionalidade definida.

Hoje, Pages continua dentro da área Workers & Pages e suas Functions consomem a cota do modelo de uso de Workers. Para um frontend institucional, é uma alternativa prática; para aplicação complexa, avalie funções, bindings, limites e se Workers Static Assets ou outra estratégia faz mais sentido.

Há planos gratuitos e pagos com limites de arquivos, funções e uso. Deploy incorreto, variável ausente, cache antigo ou uma regra de SPA mal configurada pode gerar 404 em rotas internas. Teste previews e mantenha variáveis de produção separadas das de homologação.

13. Cloudflare R2: armazenamento de objetos

R2 é armazenamento de objetos compatível com API S3 para dados não estruturados: imagens, documentos, uploads de usuários, artefatos, backups e conteúdo público. Um objeto é identificado por chave dentro de um bucket; isso não é o mesmo que um disco montado no servidor nem substitui automaticamente um banco relacional.

Uma aplicação pode gravar anexos em R2 e guardar no banco apenas metadados e permissões. Também pode servir arquivos públicos por domínio próprio, com cache quando adequado. R2 oferece interfaces para Workers e S3-compatible API, o que ajuda na integração com ferramentas existentes.

O serviço tem cobrança e uso incluído que devem ser avaliados na página de preços atual. Controle CORS, acesso privado, ciclos de vida, retenção, backup e restauração. Um bucket público por engano, credencial exposta ou política de expiração inadequada pode causar vazamento ou perda de arquivos.

14. D1, KV e Durable Objects: dados e estado para aplicações

D1

Banco SQL serverless com semântica SQLite, indicado para dados relacionais, tabelas e consultas da aplicação. Não trate como substituto automático de qualquer PostgreSQL sem avaliar SQL, carga e requisitos.

Workers KV

Armazenamento chave-valor global e rápido para muitas leituras, configurações e cache. É eventualmente consistente, portanto não é a escolha para coordenação que exige leitura imediatamente consistente.

Durable Objects

Compute com estado persistente e instância identificada, útil para coordenação, WebSockets, salas, contadores e fluxos concorrentes. Exige desenho cuidadoso para evitar gargalos e condições de corrida.

Esses serviços permitem que aplicações em Workers e Pages armazenem dados e estado, com disponibilidade gratuita ou paga conforme produto e uso. Escolher a ferramenta errada é um problema de arquitetura: use SQL para relações e consultas, KV para leitura global tolerante a propagação e Durable Objects quando houver coordenação consistente por entidade.

15. Images e Stream: entrega de mídia

Cloudflare Images pode hospedar ou transformar imagens armazenadas em uma origem, redimensionando, otimizando e entregando variantes na borda. É útil para lojas, portais, plataformas de conteúdo e aplicações com uploads, evitando que a equipe precise gerar e armazenar manualmente muitas cópias para cada dispositivo.

Cloudflare Stream trata upload, armazenamento, codificação e entrega de vídeo ao vivo e sob demanda. Pode atender cursos, áreas de membros, plataformas de conteúdo e transmissões, com URLs assinadas quando o acesso deve ser restrito.

Ambos possuem condições de uso e cobrança que devem ser conferidas antes de projetar volume. Não trate mídia como detalhe: defina autorização, origem dos uploads, retenção, formatos, privacidade, direitos de conteúdo e métricas. Uma URL pública ou regra de cache errada pode expor material pago ou sensível.

16. Load Balancing e verificações de disponibilidade

Cloudflare Load Balancing distribui tráfego entre origens e pode retirar da rotação um pool considerado não saudável. Monitores fazem verificações periódicas de protocolo, caminho, código de resposta, conteúdo, timeout e outros critérios. O recurso é um add-on pago segundo a documentação atual.

Um caso de uso é ter duas origens de API em regiões diferentes, com health check em /health e failover para a origem saudável. É útil quando continuidade justifica o custo e a arquitetura foi preparada para receber tráfego em mais de um lugar.

Dois servidores não criam alta disponibilidade por si só. Banco, armazenamento, sessões, filas, chaves e deploy precisam tolerar falhas. Monitores agressivos também podem gerar tráfego e falsos negativos se firewall, host header ou rota de saúde estiverem errados.

17. Logs, analytics e observabilidade

Os painéis da Cloudflare ajudam a enxergar volume de requisições, ameaças mitigadas, origem geográfica, desempenho, cache, tráfego e eventos de segurança. Cache Analytics, por exemplo, mostra quanto tráfego foi servido da borda ou chegou à origem, conforme disponibilidade do plano.

Esses dados são valiosos para detectar crescimento, regra bloqueando clientes ou cache ineficiente. Mas eles não substituem logs da aplicação, métricas de banco, traces, monitoramento da VPS e alertas de negócio. Um erro 500 gerado no código pode aparecer na borda sem explicar a query, credencial ou processo que falhou internamente.

18. Como combinar Cloudflare para proteger uma API

Uma API pública pode combinar DNS e proxy para encaminhar tráfego, SSL/TLS seguro, WAF e regras personalizadas, rate limiting, autenticação própria, logs e proteção da origem. Tunnel pode reduzir exposição de um serviço que não precisa ter IP público; Workers pode implementar lógica de borda quando isso fizer sentido.

Não existe arquitetura universal. Uma API consumida por aplicativo móvel precisa de política diferente de um webhook B2B, uma API de parceiros ou um painel interno. Também é preciso decidir como clientes autorizados passam por Access ou regras de segurança, como lidar com CORS e como investigar 401, 403, 429, 502 e 504.

19. Configuração inicial para pequenas empresas

Uma empresa pequena não precisa ativar todos os produtos. Uma base realista é DNS documentado, proxy somente para hostnames HTTP/HTTPS compatíveis, SSL seguro, cache de estáticos, análise de tráfego, Turnstile em formulários, regras estreitas para páginas sensíveis e origem sem portas desnecessariamente abertas.

Depois, a evolução pode incluir WAF, rate limiting de login, Tunnel para painel interno ou Access para a equipe. O objetivo é resolver uma necessidade mensurável, não colecionar recursos. Revisão de DNS e e-mail deve fazer parte do plano, pois mudanças na zona podem afetar serviços fora do site.

20. Para desenvolvedores e empresas de tecnologia

Times de tecnologia podem usar Pages para frontends, Workers para endpoints e lógica de borda, R2 para arquivos, D1/KV/Durable Objects para componentes de aplicação, Tunnel para conectividade privada e Access para restringir painéis e ambientes. Isso pode reduzir exposição da infraestrutura e aproximar parte do processamento do usuário.

Ainda assim, arquitetura, observabilidade, custos, secrets, migração e compatibilidade precisam ser avaliados. Integrações com servidores Linux, Docker, bancos gerenciados e cloud continuam comuns; a Cloudflare entra como camada complementar, não como obrigação de reescrever todo o ambiente.

21. Erros comuns ao configurar a Cloudflare

  • Ativar proxy em um protocolo ou serviço que não é compatível com aquele hostname.
  • Usar modo SSL inadequado, gerando certificado inválido ou loop de redirecionamento.
  • Criar regra de WAF, país ou rate limiting ampla demais e bloquear tráfego legítimo.
  • Cachear conteúdo privado, sessão, checkout, painel ou API sem política adequada.
  • Deixar IP e portas da origem expostos e acessíveis fora da estratégia de proteção.
  • Modificar DNS, MX, SPF, DKIM ou DMARC sem entender o impacto no e-mail.
  • Perder acesso ao próprio painel depois de aplicar Access ou regras de segurança.
  • Confiar apenas na Cloudflare e ignorar atualização, backup, firewall e logs do servidor.

22. Quais recursos utilizar? Comparativo inicial

NecessidadeRecursoExemploComplexidadeCuidado principal
Melhorar velocidadeCDN e Cache RulesImagens e arquivos estáticosBaixa a médiaNão cachear dados privados.
Proteger formulárioTurnstileContato e cadastroMédiaValidar token no servidor.
Bloquear abusoWAF e rate limitingLogin e APIMédia a altaEvitar falso positivo.
Esconder portasTunnelPainel em DockerMédiaControlar acesso e token.
Proteger painel internoAccess / Zero TrustAdministração e homologaçãoAltaNão bloquear equipe ou robôs.
Armazenar arquivosR2Uploads e documentosMédiaPrivacidade, CORS e retenção.
Hospedar frontendPagesLanding page com GitBaixa a médiaVariáveis e rotas SPA.
Código serverlessWorkersEndpoint e redirecionamentoAltaLimites, estado e segredos.
Encaminhar e-mailsEmail Routingcontato@ para GmailBaixa a médiaMX e serviço de envio.
Criar redundânciaLoad BalancingDuas origens de APIAltaBanco e estado precisam suportar failover.

23. A Cloudflare substitui a segurança do servidor?

Não. A Cloudflare é uma camada importante para o tráfego que passa por seus serviços, mas o servidor e a aplicação continuam sendo responsabilidade do ambiente. Ainda são necessários atualizações, firewall de host, controle de portas, autenticação, gestão de credenciais, backups testados, monitoramento, proteção de bancos, Docker configurado com segurança, análise de logs e gestão de vulnerabilidades.

O mesmo vale para disponibilidade. Cache e DDoS ajudam, mas não consertam migration com erro, disco cheio, banco lento, container reiniciando ou aplicação com bug. Uma estratégia madura combina borda, origem e operação.

24. Quando contratar suporte especializado em Cloudflare

Busque consultoria Cloudflare quando o site sai do ar após uma alteração, surgem erros de SSL, loops de redirecionamento, APIs recebem 403, regras bloqueiam usuários legítimos, a origem continua exposta ou a configuração envolve múltiplos domínios, servidores e aplicações.

A Jupiter TI oferece configuração e revisão da Cloudflare, organização de DNS, CDN e cache, correção de SSL/TLS, regras de segurança, WAF, proteção de sites e APIs, Tunnel, Access e Zero Trust, Turnstile, análise de 403, 502, 503, 504 e loops de redirecionamento. Também integra a Cloudflare a servidores Linux, Docker, aplicações e infraestrutura em nuvem, com atendimento remoto em todo o Brasil.

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Fontes técnicas oficiais

Conteúdo revisado em 2 de agosto de 2026. Planos, limites e recursos podem mudar; confirme as páginas oficiais antes da contratação ou implantação.

Perguntas frequentes

A Cloudflare serve apenas para DNS?

Não. Além de DNS autoritativo, a plataforma inclui CDN e cache, proteção DDoS, WAF, regras de segurança, SSL/TLS, Tunnel, Access, Zero Trust, Workers, armazenamento, serviços de mídia, observabilidade e balanceamento, com disponibilidade que varia por produto e plano.

É possível utilizar a Cloudflare gratuitamente?

Alguns recursos possuem disponibilidade em planos gratuitos ou uso incluído, enquanto outros exigem plano pago, add-on ou cobrança por uso. Confirme a página oficial de preços e limites do recurso antes de desenhar uma arquitetura de produção.

A Cloudflare substitui uma hospedagem?

Não em todos os casos. Ela pode publicar sites estáticos e executar código serverless, mas aplicações tradicionais, bancos, serviços legados e processos de longa duração podem continuar precisando de VPS, cloud, containers ou serviços gerenciados.

A Cloudflare substitui o firewall do servidor?

Não. A Cloudflare protege o tráfego que passa por ela, mas o servidor ainda precisa de firewall, portas restritas, atualizações, credenciais seguras, backups, monitoramento e proteção de bancos de dados.

O Cloudflare Tunnel é seguro?

Ele cria uma conexão de saída entre a infraestrutura e a Cloudflare, evitando a exposição direta de portas de entrada para o caso de uso configurado. Ainda é necessário controlar quem acessa a aplicação, proteger credenciais do tunnel e manter o servidor seguro.

O que pode causar erro 403 após ativar a Cloudflare?

Regras de WAF, rate limiting, Access, bloqueio por país, bot protection, autenticação, origem não autorizada ou uma regra personalizada podem gerar 403. A origem deve ser confirmada nos eventos e logs antes de alterar proteções.

A Cloudflare pode melhorar a velocidade de um site?

Pode reduzir latência e carga na origem ao servir conteúdo cacheável pela rede distribuída. O ganho depende de cache, tamanho dos arquivos, distância, desempenho da origem e configuração; conteúdo dinâmico e privado exige cuidados específicos.

Qual é a diferença entre Cloudflare Workers e uma VPS?

Workers executam funções serverless na infraestrutura distribuída da Cloudflare e são adequados a lógica orientada a requisições. Uma VPS oferece controle de sistema operacional e suporta processos, serviços e workloads que não se encaixam no modelo serverless.

O Email Routing permite enviar e receber e-mails?

Email Routing trata a entrada e encaminha mensagens para endereços verificados ou Workers. Envio é um serviço e uma configuração separados dentro do Email Service; encaminhar entrada não equivale automaticamente a operar um servidor SMTP completo.

É possível utilizar a Cloudflare com Docker e Coolify?

Sim. É comum combinar DNS, proxy, SSL, WAF e regras da Cloudflare com aplicações em Docker ou Coolify. Tunnel e Access também podem proteger serviços, desde que rotas, portas internas, autenticação e exposição da origem sejam configuradas com cuidado.

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